segunda-feira, abril 23, 2007

de volta a terra de antonio variações

sempre soube que o dia que saísse da tuga, entre as muitas coisas que iria sentir suadades a meia de leite clara e o croassant com fiambre prensado estaria na linha da frente da lista.

a viagem foi sem turbulência, mas ma cheguei a corrida começou da portela a gare do oriente e de lá rumo a invicta cidade do porto. na pequena paragem que o comboio fez por aveiro, deu para notar que a nova estação esta completamente pronta e o velho edifício preparado para passar a museu, e pensei mais uma vez nas paredes velhas da minha luanda que todos os dias são reduzidas a pó, mas como se pode ver o passado e o futuro podem e devem andar de mãos dadas. nos próximos dias e com mais calma, tenho de ir passar algum tempo a cidade dos ovos moles e comer o melhor hambúrguer do mundo que é feito ali no ramona.

já em porto campanha, troquei o comboio pelo metro e a 1h e tal da tarde estava no meu destino. matosinhos. como o compromisso que me levou ao norte só iniciava as 15h, tive tempo para saborear um leitãozinho e andar um pouco na calçada “comum” (carros, metro e peões) que muito me agradou. o tempo estava bom, e a praia cheia de gente apanhando sol.
a hora combinada, estava a entrar para a biblioteca florbela espanca, onde fui assistir ao lançamento do livro as sete estradinhas de catete do meu amigo paulo bandeira, seguido de uma mesa redonda com o tema literatura em viagem. os artistas eram fernando venâncio (moderador, aproveito os parênteses para dizer que o homem canta poesia!), o paulo bandeira, o sérgio godinho, o senel paz (o cubando que escreveu o lobo, o bosque e o homem novo, leiam), a fátima pombo e o ondjaki que escuso de apresentar e que cada vez que abria a boca arrancava da plateia agradáveis sorrisos por causa das suas “estorias” sobre factos que só acontecem na nossa luanda. infelizmente, não pude ficar para presenciar o lançamento do seu no livro os da minha rua, que foi logo a seguir porque tive de regressar a lisboa.
uma tarde bem passada nas primeiras horas na tuga, mas agora o corpo só pede uma coisa. cama.

sexta-feira, abril 20, 2007

quinta-feira, abril 19, 2007

terça-feira, abril 17, 2007

o blog do duarte

na pesquisa no google.pt sobre o palácio de ferro, clickei no blog Duarte na Lunda que me levou para o Duarte em Angola e gostei.
se tiverem tempo dêem uma vista de olhos, poderão encontrar um bagre enorme!

sem passado, ninguém tem futuro

não vivi no tempo colonial, e por muitas histórias tristes que li e ouvi fico um pouco feliz por ter nascido numa época de angola independente. conheço alguns cotas que viveram naquele tempo e independentemente do mau bocado que passaram, sempre que falam daquela época transmitem uma certa satisfação por terem vivido a época, afinal o colono não fez apenas coisas negativas.
positiva ou negativa, a tentativa de apagar a história será sempre um acto que prejudicara futuras gerações que têm o direito de ler, ouvir ou ver como é algo do tempo em que não viveram, por isso mesmo custa-me ver a forma como têm sido destruídos muitos edifícios na minha luanda para darem lugar a novas paredes tecnologicamente mais inovadoras, aparentemente mais bonitas e muito mais caras, mas nem de longe têm a riqueza histórica que as paredes levantadas num tempo em que com toda certeza o meu avo não imaginou ter algum dia um neto publicitário!
não sei se é mesmo uma moda como escrevi neste
neste post ou a vontade que muita gente tem de apagar de uma vez por todas com a marca física deixada pelo colono. e se mesmo as marcas negativas devem ser conservadas de uma determinada maneira, como será possível que alguém autorize a destruição do positivo!

palácio de ferro (foto enviada por e-mail)

por vezes, dá-me aquela impressão que muitos dos cotas não consegue digerir bem o facto de que o passado seja ele positivo ou negativo, não pertence simplesmente aqueles que nele viveram, mas também aqueles que num futuro viverão no mesmo espaço onde este passado foi vivido, afinal não é a toa que hoje existe o museu do holocausto em jerusalém ou o museu do apartheid em joanesburgo, só para citar dois exemplos de demonstração de algum respeito pelas próximas gerações.

"palácio de ferro" (foto tirada a dois dias atrás)

com a onda que anda por ai de partir uma simples casa de primeiro andar para se levantar uma outra de três ou a destruição de edifícios históricos para se erguer as tais ditas torres (muitas das vezes sem se respeitar algumas normas, como a não obstrução da vista do morador do edifício vizinho, mas isso já é tema para um outro post), não será espanto nenhum se dentro de 10 ou 15 anos os únicos edifícios com a marca colonial na cidade de luanda forem o museu da escravatura ou das forças armadas, e mesmo o ultimo com algumas reticencias visto que hoje por alguns mil dólares é possível dar-se o copo de agua de um casamento na fortaleza de luanda, por isso não se espantem aqueles que amanha no lugar do museu encontrarem um novo edifício para festas!
desconfio é, que no passado o cota teta lando quando bem cantou luanda já foste linda, não imaginava que o futuro seria bem pior que aquele presente em que desabafou.

domingo, abril 15, 2007

vai um choco grelhado?

quando era muito mais novo tinha um gosto inexplicável por comida feita na rua, o que me criou alguns problemas com a minha velha. lembro-me do pão com quiteta (mabanga) que comia no intervalo das aulas, os micates ou o frango que por vezes ia comprar ali na fanta.
hoje, esta vontade voltou com tanta força que não consegui resisti-la, fui ao futungo e a paragem para o almoço foi feita ali no mercado do artesanato onde comi um bom peixe.

ANTES



DEPOIS




A SEGUIR

abril, chuvas mil

aprendi esta expressão em portugal, mas por cá penso que abril, mil desgraças se adaptaria melhor.

quinta-feira, abril 12, 2007

+ porque tanta inveja?

parece que a moda pegou, agora cada azul e branco ou candongueiro como nos chamamos entraram na onda de dar um nome ao seu boter (carro). a criatividade com que são escolhidos determinados nomes é surpreendente!

infelizmente a rapidez com que eles andam nem sempre permite o melhor ângulo.

terça-feira, abril 10, 2007

programa para hoje

acabado de despertar, boca, olhos e corpo por lavar, raios solar que tentam com toda força perfurar os espaços das persianas duma janela que durante toda noite observou e ouviu os sons do meu sono. paredes verdes que me rodeiam, mas sem conseguir explicar-me o porque deste meu repentino despertar! afinal hoje tenho pouco o que fazer, uma manha livre como os raios do sol que se fazem sentir do lado de lá daquela janela. prometo-te que hoje não te vou escrever sobre as minhas angustias, da beleza da lua ou sobre a liberdade do mar, hoje apetece-me é falar-te sobre o nada! sim, o nada, aquele que nunca tem ou sempre nada tem para dar mostrar ou ver. ele que acompanha os paços do vento e o único que talvez observa o silêncio, ele que eu tanto gostaria de escutar mas nunca consigo. e tu, já alguma vez prosaste com ele? então diz-me como ele é, a que cheira e com que nome se apresentou. vá diz-me, quem sabe hoje não me cruze com ele pelas ruas desta solidão que insiste em compartilhar comigo os meus passos diários. mas hoje vou tentar não prestar atenção nela e concentrar-me em procurar pelo nada e ma nada.
e prontos, esta decidido o que vou fazer no meu dia de hoje. se tiver sucesso neste meu arrojado programa talvez conto-te alguns detalhes.

necessidade, fome sede
ópio, vicio cio
transfusão de sangue na eminência de um derrame
você
você
na ausência o prazer do regresso
o pudor se envergonha
e o frenesis esta em tudo
num gemido
num arrepio
no orgasmo
no aconchego de um abraço
você e eu
nós
nossa esquizofrenia
sugamos a língua, dentes, lábios músculos e mamilos
quero grita o desejo
carícias a mão só obedecem ao óbvio
na mente luta um átomo de pecado que logo se dissolve com a oração dos corpos
tenho vontade de você...
tenho vontade de você...
tenho vontade de você...
tenho vontade de você...
tenho vontade de você.

danaevontade de você

domingo, abril 01, 2007

terminou a trienal de luanda

melhor, talvez seria impossível.
paulo flores e manecas costa encerraram ontem a primeira trienal de luanda num show que me cuio bwe.







uma plateia alegre e com alguns passos de dança

belas shopping




cartaz de um filme em exibição numa das salas do cinema